É, bem assim. A gente nasce sem talento, sem futuro definido, sem nada definido. Aí a gente encontra um sonho, chora, cria, se frustra, deseja deseja deseja, às vezes começa a viver a felicidade, e se começa, quando termina percebe que o começo foi a própria felicidade e que a gente não viveu como devia. Que café é bom porque paralisa no eterno amargor de alma faminta, não sei por que, sinto uma fome estável me alimentando só de café e um pouco de amido de vez em quando. Amido é só detalhe, pra poder parar de pé e continuar a sentir fome. Sempre fome. Sempre. E tudo bem.
Era uma vez a inexperiência.
“E eu aqui, sendo um humano…”
Nada como um escritor inexperiente para acabar com qualquer chance de uma história ser interessante por já apresentar, de início, um personagem totalmente desprovido de charme.
Comecemos desse modo:
“E eu aqui, sendo um dinossauro…”
Definitivamente melhor.



